As capas
As capas de Sandman
Conheci Sandman em meados dos anos 1990, graças a um amigo que me proporcionou acesso a uma grande variedade de publicações, que eu não teria tido oportunidade de ler se não fosse por ele. Naquela época, eu tinha uma pequena coleção composta basicamente pelos famosos formatinhos da Editora Abril, enquanto ele possuía revistas de várias editoras, além de edições especiais que fugiam do tema de super-heróis.
Num primeiro momento, Sandman me chamou atenção pelas suas capas, que eram algo totalmente diferente de tudo que eu já tinha visto. Produzidas pelo artista inglês Dave McKean, elas eram uma mistura de muitas técnicas de design.
Naquele tempo, sem acesso às informações que temos hoje em dia, eu tentava a todo custo reproduzir algo parecido, mas, é claro, nunca chegava nem perto das ilustrações de McKean. Eu ia até a papelaria, comprava tintas e papéis, mas não conseguia fazer nada daquilo que me encantava nas capas de Sandman.
Anos depois, a Editora Opera Graphica lançou, em duas edições, "Capas na Areia", onde todo esse mistério na minha cabeça foi resolvido.
As capas da Terror Box
Conheci a revista Terror Box, que infelizmente está em pausa, através de uma publicação onde recrutavam novos redatores. No primeiro contato, fui dispensado pelo motivo de todas as vagas já estarem ocupadas. Depois de um tempo, fui procurado pela editora da revista para saber se eu ainda teria interesse em fazer parte da equipe.
Estreei na edição número 4, escrevendo uma coluna sobre música relacionada ao terror. Nessa ocasião, o tema foi o disco "Abigail" do King Diamond. Também escrevi sobre quadrinhos de terror brasileiros, focando na revista "Spektro", uma das publicações mais clássicas sobre o tema no Brasil.
No número seguinte, fiz a minha primeira capa para a Terror Box, uma versão minha da personagem Carmilla, que era o tema principal da edição. Apesar de gostar muito da ilustração, o resultado final não me agradou. Algumas edições depois, fui convidado para fazer a capa da oitava edição, sobre o clássico "O Médico e o Monstro". Nesse trabalho, tentei emular as ideias de Dave McKean usadas em algumas capas do Sandman. Fiz colagens e misturei algumas técnicas, mas o resultado não ficou como eu queria.
Voltei na edição 11, com o tema do escritor Stephen King. Dessa vez, a abordagem foi diferente, e o resultado ficou muito bom. A capa da revista recebeu muitos elogios do público. Trabalhei diretamente no Adobe Photoshop, manipulando uma foto do escritor e aplicando filtros e colagens digitais.
Seguindo essa mesma linha, produzi as capas da edição 14 e das edições de 17 a 20, sendo esta última a mais recente lançada.







